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| Templo de Mani |
Tudo começou com um gole. Meu paladar infantil sentiu uma repulsa imediata diante daquele aspecto tão estranho e, ao saber que o cauim havia sido preparado com saliva, tive uma enorme vontade de desistir antes mesmo de provar. Mas eu jamais faria uma desfeita àquela gente tão boa e acolhedora. E assim bebi o cauim.
Posso dizer que, a partir daquele momento, existiu um antes e um depois do cauim. Senti um turbilhão de emoções, inicialmente muito confusas. Eu trabalhava então na Pernod Ricard, desenvolvendo argumentos e conhecimento no universo da degustação de bebidas, e me lembro de ter comentado com o colega que havia me levado até lá: o sabor inicial era estranho, mas surpreendentemente melhor do que eu imaginava. Se eu abstraísse os problemas decorrentes da exposição a bactérias e de possíveis contaminações, havia naquela bebida um frescor e um umami absolutamente únicos. A percepção foi quase imediata:
“Cara, dá para recriar isso como uma bebida para ser colocada no mercado.”
A partir daquele instante, surgiram mil perguntas, agora essencialmente de ordem prática: como transformar novamente a mandioca fermentada em uma bebida contemporânea? Como deveria tratar essa matéria-prima para recriar uma das bebidas mais antigas e emblemáticas do Brasil? E, principalmente, que sabor poderia ter essa bebida? Seria parecida com saquê? Teria alguma relação com pão de queijo? Como poderia existir no mundo contemporâneo sem perder aquilo que a tornava singular? Vieram então a microbiologia, a fermentação, as enzimas, a legislação, a tecnologia, a história, a antropologia, o design e a necessidade de compreender uma bebida cuja continuidade havia sido brutalmente interrompida. O que começou com um gole cercado de estranhamento acabou se transformando em uma investigação que atravessaria anos e, sem que eu percebesse naquele momento, começaria também a transformar a maneira como eu próprio enxergava o mundo.
Foi assim que um projeto que inicialmente parecia pertencer ao campo da gastronomia e da tecnologia começou a ocupar um espaço muito maior dentro da minha vida.
Eu não estava apenas tentando reproduzir uma bebida antiga. Estava tentando compreender o que havia sido interrompido quando aquela bebida deixou de fazer parte da vida cotidiana de grande parte do Brasil. E, nesse processo, percebi que talvez não fosse possível trazer o cauim de volta sem que alguma coisa em nós também fosse transformada.
Passei a reaprender o Tupi Antigo, uma língua que praticamente desapareceu juntamente com o mundo cultural que a sustentava. E então surgiu uma percepção estranha: talvez uma língua não seja apenas uma ferramenta para descrever uma realidade, mas uma das estruturas através das quais uma realidade se torna perceptível. Ao tentar pensar novamente em Tupi, comecei a experimentar algo semelhante, em escala humana e simbólica, ao que a personagem Louise Banks experimenta na ficção Arrival: não a aquisição literal de uma percepção extraterrestre, mas a sensação de que aprender uma estrutura linguística profundamente diferente pode alterar as relações entre as coisas dentro da própria mente. Palavras deixam de ser simples traduções. Elas passam a carregar relações, valores, imagens do mundo e maneiras diferentes de organizar a experiência.
É nesse espaço que começa a nascer aquilo que chamo de Doutrina Tupinista Moderna.
Não afirmo que os antigos Tupis tenham deixado uma doutrina secreta esperando ser descoberta. Tampouco pretendo reproduzir artificialmente uma religião indígena desaparecida. O que proponho é algo diferente: uma construção espiritual contemporânea que nasce do encontro entre aquilo que sobreviveu da tradição Tupi, aquilo que podemos reconstruir historicamente e aquilo que nós, brasileiros modernos, somos capazes de criar a partir desse encontro. O antigo não retorna exatamente como era. Ele encontra o presente e, nesse encontro, transforma-se. O cauim contemporâneo é precisamente essa demonstração: uma bebida que nasce de uma tradição ancestral, mas possui sabor, técnica, estética e existência que nenhum antigo Tupi poderia ter conhecido.
Com o renascimento do antigo cauim e a recriação contemporânea do cauim ritualístico, surge um novo sabor, que nem os antigos nativos nem nossos ancestrais conheceram. Ele nos chega como um presente dos céus, mas precisa ser elaborado pelas mãos humanas. E talvez seja justamente essa a característica fundamental do Tupinismo Moderno: não voltar ao passado, mas permitir que o passado volte a participar da construção do futuro.
Nos últimos dias venho colocando um cuia de cauim e mingau de mandioca diante do meu mbaraka, mantido de pé entre plantas, enquanto recito a oração de Mani:
Mani omanõ yby resé, toîkó,
Oré anga rembi’urãmamo.
Mandi’oka asé reté oîopóî,
kaûĩ asé anga oîopóî.
-.-
“Mani deixou a vida terrena para tornar-se alimento espiritual do nosso povo. A mandioca sustenta o corpo, e o cauim sustenta o espírito.”
-.-
Percebo que não estou simplesmente reproduzindo uma cena antiga. Estou criando uma relação nova entre memória, natureza, objeto, alimento, linguagem e espírito. O mbaraka deixa de ser apenas uma peça histórica. A mandioca deixa de ser apenas matéria-prima. O cauim deixa de ser apenas bebida. E a língua deixa de ser apenas objeto acadêmico. Juntos, eles começam a formar um sistema de símbolos através do qual minha própria vida passa a ser interpretada.
É como se milhares de vozes ancestrais quisessem se manifestar simultaneamente. Não necessariamente como vozes literais ou sobrenaturais, mas como a acumulação de tudo aquilo que foi interrompido, esquecido, transformado ou silenciado ao longo de cinco séculos. Essas vozes trazem ansiedade, contradições e múltiplas ideias. Cabe a nós organizá-las. Na linguagem desta nova doutrina, essa organização ocorre sob a imagem do Morubixaba Açu, do Xe Ruba Nungara e de uma ordem espiritual que, mesmo depois de tantas rupturas, nunca desapareceu completamente.
Aqueles que continuaram bebendo o cauim em suas comunidades preservaram uma continuidade que não nos pertence reivindicar. Nós, descendentes tupis e brasileiros urbanos, somos outra coisa. Somos pessoas formadas pela mistura, pela cidade, pela ciência, pela tecnologia e por centenas de anos de encontros e conflitos. Nosso desafio não é fingir que somos os antigos Tupis. Nosso desafio é perguntar o que pode nascer quando a memória Tupi encontra o brasileiro contemporâneo.
Porque nossa tecnologia avançou extraordinariamente, enquanto nossa evolução moral não acompanhou necessariamente esse avanço. Produzimos máquinas capazes de alterar o planeta, sistemas capazes de processar quantidades gigantescas de informação e tecnologias capazes de transformar a própria vida; entretanto, continuamos enfrentando problemas éticos que parecem pertencer a sociedades muito mais primitivas.
Gonçalves Dias talvez nos colocasse diante de uma pergunta que hoje temos dificuldade de compreender: como um pai poderia repudiar o próprio filho simplesmente porque ele escapou da morte e do canibalismo em uma aldeia inimiga? Para nós, acostumados a um mundo em que os códigos de honra foram progressivamente enfraquecidos, essa atitude pode parecer incompreensível, cruel ou até absurda. Mas é justamente aí que reside a força da história de Juca-Pirama: havia naquele universo um código de honra tão rigoroso que a sobrevivência, quando obtida à custa daquilo que se considerava dever, podia ser vista como vergonha. Talvez nosso próprio enfraquecimento moral tenha nos tornado incapazes de compreender que, para determinadas culturas, a honra não era um discurso abstrato, mas um princípio pelo qual se podia aceitar até a própria morte.
O Tupinismo Moderno, portanto, não propõe uma regressão. Não precisamos abandonar a ciência, a medicina, a engenharia, a tecnologia ou o conforto das cidades para reencontrar uma relação mais profunda com a natureza. Ao contrário: devemos utilizar nossas conquistas para construir ambientes humanos mais integrados ao mundo natural. Nossas casas podem tornar-se mais verdes, nossas cidades mais orgânicas, nossos alimentos mais conscientes, nossa tecnologia menos destrutiva e nossas relações sociais mais harmoniosas. O objetivo não é retornar às ocas, mas fazer com que nossas próprias casas sejam capazes de incorporar aquilo que havia de essencial na relação ancestral com a natureza.
A grande tarefa é fazer nossa moral alcançar nossa ciência.
Esse talvez seja o ponto central da nova doutrina. A humanidade tornou-se capaz de fazer coisas que sua ética ainda não sabe acompanhar. O Tupinismo Moderno nasce como uma tentativa de diminuir essa distância. Não pretende destruir a modernidade, mas humanizá-la; não pretende rejeitar a ciência, mas acrescentar consciência ao conhecimento; não pretende negar a prosperidade, mas perguntar para que ela serve e como pode ser compartilhada; não pretende abandonar a natureza, mas reintegrá-la à experiência humana.
Por isso, este manifesto não é um programa partidário. Não é woke, também não é uma doutrina de esquerda ou de direita. Não é uma tentativa de vestir espiritualidade com linguagem política contemporânea. Tampouco é uma reafirmação automática de qualquer modelo social existente. O Tupinismo Moderno não precisa caber nessas categorias. Ele nasce em outro eixo: o eixo entre espírito, natureza, cultura, conhecimento e responsabilidade.
Seus fundamentos são simples, embora suas consequências possam ser profundas: honra e caráter devem ser mais fortes que discursos vazios; prosperidade compartilhada deve ser preferida à autosserviência; harmonia com a natureza deve orientar nossa relação com o planeta; conhecimento científico deve caminhar junto com consciência espiritual; e diferentes tradições religiosas e filosóficas podem conversar sem que uma precise destruir a outra.
É nesse ponto que o canibalismo precisa ser reinterpretado. Evidentemente, não se trata de recuperar literalmente uma prática que pertence a outros contextos históricos e culturais. O que podemos recuperar é a ideia de devorar como transformação. Os modernistas brasileiros, especialmente Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, já haviam percebido a potência dessa imagem ao transformar a antropofagia em um princípio cultural: não rejeitar aquilo que vem de fora, nem simplesmente imitá-lo, mas devorá-lo, digeri-lo e devolvê-lo ao mundo transformado em algo nosso. A antropofagia moderna pode, portanto, ultrapassar a arte e tornar-se também uma atitude diante da própria vida.
O Tupinismo Moderno propõe uma antropofagia ainda mais ampla. Devemos devorar conhecimentos, tecnologias, religiões, culturas e ideias, mas também nossos próprios vícios, preconceitos e maus hábitos. Devemos ser capazes de reconhecer aquilo que existe de destrutivo em nós, colocá-lo diante de nós e transformá-lo em matéria para uma nova construção. Não se trata de destruir o passado, mas de digeri-lo. Não se trata de negar a modernidade, mas de incorporá-la. Assim como a mandioca é transformada pela fermentação em cauim, aquilo que devoramos deve sofrer uma transformação dentro de nós antes de retornar ao mundo. A verdadeira antropofagia tupinista não é consumir o outro: é transformar aquilo que recebemos — inclusive nossas próprias imperfeições — em algo novo, mais consciente e mais humano.
Essa espiritualidade é complementar. Ela não exige que alguém abandone sua fé. Pode conversar com o cristianismo, com o espiritismo, com tradições indígenas, com outras formas de espiritualidade e com a ciência moderna, sem transformar nenhuma delas em mera peça decorativa de um sistema fechado. O objetivo não é produzir um melting pot em que tudo seja indistinguível, mas permitir que diferentes tradições ocupem um mesmo espaço de reflexão sem perder sua identidade. A partir desse encontro pode surgir um vazio fértil: um território espiritual ainda não completamente definido, onde novas formas de pensamento podem nascer.
Talvez seja justamente isso que esteja acontecendo comigo. Ao reconstruir o cauim, comecei a reconstruir uma parte de mim. Ao reaprender uma língua, comecei a reaprender maneiras de perceber. Ao colocar uma cuia diante do mbaraka, comecei a estabelecer uma relação entre o mundo visível e aquilo que considero invisível. Não sei se devo chamar isso de religião, filosofia, cosmologia ou simplesmente uma nova maneira de organizar minha existência. Talvez ainda seja cedo para decidir.
Por enquanto, chamo de Tupinismo Moderno.
Datas Especiais para a Doutrina Tupinista

Calendário Anual Tupi Contemporâneo
Uma doutrina não existe apenas nas ideias: para tornar-se uma tradição viva, ela precisa encontrar formas de se manifestar no mundo. No Tupinismo Moderno, essa manifestação pode ocorrer por meio da consagração de objetos, lugares e momentos que passam a carregar um significado especial para seus praticantes. O maracá, por exemplo, pode ser consagrado não como uma simples peça decorativa ou representação de uma cultura ancestral, mas como objeto simbólico de escuta, memória e conexão com o espírito. Da mesma forma, o cauim pode ser consagrado como bebida de comunhão, não porque se pretenda reproduzir exatamente os ritos de um passado que já não existe, mas porque a fermentação da mandioca oferece uma poderosa metáfora para a própria doutrina: algo que nasce da terra, é transformado pelo tempo e pelo trabalho e, finalmente, torna-se alimento compartilhado. Assim, a consagração tupinista não precisa significar que um objeto se torne “mágico”, nem pretende substituir ou reivindicar os ritos das comunidades indígenas que preservam suas próprias tradições; significa atribuir conscientemente a determinado objeto uma função simbólica dentro desta nova construção espiritual. Um maracá consagrado pode representar a presença da voz e do espírito; uma cuia pode representar o compartilhamento; a mandioca, a transformação da matéria em alimento; e o cauim, a transformação do alimento em comunhão.
Essa mesma lógica pode ser aplicada aos lugares. Se uma tradição possui objetos sagrados, ela também pode reconhecer determinados pontos do território como lugares de memória e assentamento simbólico de sua doutrina. Para o Tupinismo Moderno, São Paulo oferece um exemplo particularmente poderoso: a região que hoje conhecemos como centro histórico, atravessada pelos rios Anhangabaú e Tamanduateí e associada ao antigo Inhapuambuçu, pode ser compreendida como um dos principais marcos territoriais dessa nova tradição. Não se trata de afirmar que o bairro da Liberdade, o Pátio do Colégio ou qualquer outro ponto atual seja literalmente um templo Tupi preservado no tempo, mas de reconhecer que determinados lugares podem receber uma nova camada de significado a partir da memória ancestral que carregam. Assim, um “assentamento tupinista” seria um lugar onde símbolos, objetos, celebrações ou práticas da doutrina encontram uma presença física e permanente: um pequeno altar para maracás, uma representação de Mani, uma cuia destinada ao compartilhamento do cauim, uma árvore plantada em homenagem à natureza, uma obra de arte, uma placa de memória ou simplesmente um ponto de encontro para aqueles que desejam celebrar determinada data. A própria cidade poderia, dessa maneira, tornar-se uma espécie de território espiritual contemporâneo, no qual os antigos nomes, rios, montes, animais e personagens voltam a participar da paisagem não como uma tentativa de reconstruir artificialmente o passado, mas como uma forma de permitir que ele continue produzindo significado no presente. Inhapuambuçu seria, nesse sentido, um primeiro grande assentamento simbólico; outros poderiam surgir em diferentes cidades e regiões, formando uma rede de lugares de memória e prática tupinista.
Mas uma tradição também precisa de um tempo próprio. Se o território permite que a doutrina tenha onde existir, o calendário permite que ela tenha quando existir. As celebrações anuais transformam ideias abstratas em experiências repetidas, criando memória coletiva e oferecendo às pessoas a oportunidade de reencontrar, ano após ano, os mesmos símbolos sob novas circunstâncias. É nesse ponto que o Calendário Tupi Contemporâneo se torna parte natural da Doutrina Tupinista Moderna: não como uma tentativa de substituir o calendário brasileiro ou afirmar que os povos Tupi antigos possuíam exatamente as mesmas datas e celebrações aqui propostas, mas como uma construção contemporânea de um ciclo simbólico inspirado na ancestralidade Tupi e adaptado à vida urbana atual. Dias dedicados a Mani e à mandioca, ao Anhangá, ao cauim, ao maracá, à natureza e às forças de renovação passam a funcionar como marcos de uma espiritualidade que procura recuperar a relação entre território, natureza, memória e comunidade. Dessa maneira, consagrar objetos, assentar a doutrina em lugares e celebrar determinados momentos do ano tornam-se três maneiras de realizar a mesma ideia: fazer com que aquilo que começou como pensamento possa ganhar matéria, espaço e tempo. É a partir dessa perspectiva que podemos compreender o Calendário Tupi Contemporâneo como um dos primeiros instrumentos de organização da vida tupinista.
Tudo começou com esta pergunta:
"Como seria o Brasil se a cultura tupi tivesse prevalecido sobre a portuguesa?"
Fiz essa pergunta numa postágem de 2012 (saiba mais) no blog Blemya e tudo passou a fazer sentido:
Decidi acrescentar aqui o Calendário Tupi Contemporâneo, tendo como base os povos Tupis da região central de São Paulo, do Inhapumbuçu de Tibiriça e João Ramalho e os Tupinambas que conviveram com Jean de Léry. Mas também pode ser útil para os Potiguaras de Felipe Camarão, bem como para todos os Tupis de outras partes do Brasil, onde a celebração da cultura ancestral missigenada do brasileiro comum é valorizada.
Talvez o dia mais importante deste calendário fosse o Dia de Mani e da mandioca, 22 de abril, porque utiliza nosso alimento mais significativo, a mandioca, como base para a celebração. Ou talvez o Dia do Mbaraka, a personificação do ser vivo com o espírito que ressoa na cabaça. O fato é que teriamos festas em várias datas do ano.
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Antes de prosseguirmos, dois Avisos Importantes são necessários:
Aviso Importante 1
Não temos a intenção de minimizar ou caricaturar nenhuma cultura. Pelo contrário: queremos celebrar a ancestralidade indígena que pulsa em grande parte do povo brasileiro. A maioria de nós carrega no sangue e na alma a herança de povos originários. Honrar essa raiz é reconhecer que somos, em essência, indígenas também — herdeiros de um Brasil que existia muito antes da colonização. Esta celebração é um convite à memória, à valorização e ao respeito profundo às culturas que moldaram o que somos. Que o espírito de alegria seja, sempre, acompanhado de consciência e reverência --- Somos todos indígenas.
Aviso Importante 2
O termo "tupiniquim" aparece com frequência na literatura francesa, aprendido com os Tupinambás, inimigos dos Tupis, (significa algo como o pequeno Tupi, ou falso Tupi, usado pelos primos Tupinambá para reduzi-los) e é evitado aqui, devido à sua conotação pejorativa e colonial.
Isso posto...
O Calendário da Tartaruga
Uma das teorias mais ouvidas entre nossas muitas etnias diz respeito ao fato de o ciclo anual de 364 dias estar gravado nas carapaças das tartaruga marinhas da família Cheloniidae, diz a lenda que Jerônimo de Albuquerque Maranhão, bravo guerreiro, responsável pela expulsão dos franceses, filho do nobre português Jerônimo de Albuquerque e da linda princesa indígena pernambucana Muyrã Ubi, filha do cacique Uirá Ubi, (Arco Verde, em português), da aldeia Tindara, batizada em língua portuguesa com o nome de Maria do Espírito Santo Arcoverde, ao chegar em Pé do Serrote fez erguer uma pequena fortaleza, com estacas de madeira para protegerem-se do terrível pirata francês Du Prat, no ano de 1614 de nosso Sr., na companhia dos Tremembé.

Como era profundo conhecedor do idioma Tupi, aproximou-se de uma jovem que brincava com uma tartaruga marinha e percebeu que ela constantemente repetia um verso:
“kwara'sï - Irundyk po xe pó mosapyr - quatro mãos com minha mão e mais três = 28 (vinte e oito sois), Îasy - Mokõî pó mosapyr – duas mãos e mais três = 13 (treze luas)”;
13 luas e 28 dias, o que seria isso?
Ao perguntar ao pai da garota, esse responde que em todas as carapaças de tartaruga esses números equivalem aos 364 dias que compõem o ano indígena.
Todos os povos indígenas conheciam a sabedoria da tartaruga e seguiram um calendário de 13 meses; afinal, existem 13 ciclos lunares num ano e 27 a 29 dias por ciclo.
Ao comparar com o calendário gregoriano, instituído em 1582, fez parecer que o homem branco tivesse subtraído um mês para cortar a conexão entre as pessoas com o sol e a lua."
O velho índio perguntou então a Jerônimo:
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| O ano de 364 dias está representado na carapaça da tartaruga marinha |
Teu filho desconhece os mandamentos da tartaruga feito a nós?
Envergonhado, ele mente ao velho índio:
- Pá. O-î-kuab.
Sim, ele os conhece.
Ta nde ma'enduar Tupã asé r-ekomonhangaba r-esé.
Que ele se lembre dos mandamentos da tartaruga feito a nós.
Os Dias mais impotantes do Calendáriuo Tupi
Obviamente, este calendário não é seguido integralmente pela nossa sociedade; trata-se de um calendário "Novo Tupi", ou seja, o calendário de um Brasil alternativo, mais Tupi e menos Português. Vejamos as principais datas:
07 de Fevereiro – Dia de Sepé Tiaraju
No dia 2 de fevereiro, os povos do Brasil profundo celebram Sepé Tiaraju, líder guerreiro e espiritual do povo Guarani, morto em 1756 na luta contra o avanço colonial sobre as Missões Jesuíticas no Sul do país. Embora fosse Guarani, os Tupis e outros povos indígenas celebram suas vitórias como parte de uma luta comum: a defesa da terra, da vida e da liberdade nativa.
Sepé não é apenas um personagem da história — é símbolo vivo de resistência, de comunhão com a terra e da dignidade indígena diante da invasão europeia. Foi ele quem disse, antes de cair, a frase que ecoa até hoje:
"Esta terra tem dono!"
(Co ivi oguerecó iara)
No Calendário Tupi Contemporâneo, o dia 2 de fevereiro é reconhecido como:
“Ara Reroky” — o dia em que a terra canta com seus defensores.
Mesmo entre os Tupis, que viveram em outras regiões do Brasil, Sepé é celebrado como um parente espiritual. Sua causa era a mesma: preservar a terra dos antigos, as florestas, os rios, o alimento sagrado, e os modos de vida que respeitam o espírito de tudo o que vive.
15 de Março – Guerra do Caju – Datas Móveis
Lembrança das antigas guerras rituais entre os Tupis, marcadas pela temporada do caju. Hoje, uma data simbólica de disputa saudável, celebração e respeito às diferenças.
Entre os tupis, o tempo não era preso a números, mas aos sinais da natureza. Assim, quando os cajueiros frutificavam em fartura, era tempo de festa – e também de disputa.
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| Todos os anos, nos meses de agosto a janeiro, os Aimorés, Tremembés e Goitacás e outros indígenas da etnia Jê, invadiam as terras litorâneas, de onde foram expulsos no passado, para entrar em conflito com os Caetes, Tupinaba e outras etnias do tronco Tupi-Guarani - motivo ? - O Caju! - ilustração de Luiz Pagano para a enciclopédia virtual Indigenas em Toy Art (saiba mais) |
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| Luto pela morte da Deusa Mani - as lágrimas de sua mãe regaram a santidade de seu espírito e fizeram nascer a primeira planta de mandioca. |
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| Anhangá, Capivara e Tamanduá no tringulo menor do Inhapuambuçu, dentro do grande tringulo do Pico do Jaraguá, arte de Luiz Pagano |
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| Toy Anhangá - planta crescendo entre as rachaduras do cimento, vida que surge em meio à urbanização desordenada. |
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| Cosplay do Anhangá na Liberdade, local exato ond ficava o morro careca do Inhapuambuçu. |
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| Foto tirada durante o processo de aquecimento das pérolas de mandioca inoculadas com koji, com exceção dessas cubas, sempre procurei utilizar ao máximo peças indígenas, como esta ugassaba Waurá. |
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| Uma das primeras fermentações obtidas |
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| Depois de 2018, a cada fermentação que fizemos, aperfeiçoamos o processo, tanto o método enzimático (desenvolvido por Hildo Sena), quanto o método japonês (desenvolvido por Luiz Pagano). |
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| Pai Tupã - A força masculina do trovão, que destrói para abrir espaço ao novo, erronemanete associado a Deus da tradição Judaico Cristã. |
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| Infelizmente não temos maturidade cultural para comemorar o dia do Saci, preferimos importar o Halloween - pintura de Luiz Pagano, Saci e Cuca em meio a muirakitãns coloridos. |
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| Meu mbaraka, colocado num ietamemunhã, com oferta de cauim num quaich escocês, um vaso com mudas de milho "avati" ou mandioca, a acendo uma vela para celebrar o dia de luz. |
A Constelação da Ema
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| A Constelação da Ema - YANDUTIN |
Em relação à constelação da Ema, d’Abbeville relatou: “Os Tupinambá conhecem uma constelação denominada Iandutim, ou Avestruz Branca, formada de estrelas muito grandes e brilhantes, algumas das quais
representam um bico. Dizem os maranhenses que ela procura devorar duas outras estrelas que lhes estão juntas e às quais denominam uirá-upiá”. Ele chamou de Avestruz Branca a constelação da Ema, no entanto, a avestruz (Struthio Camelus Australis) não é uma ave brasileira. A ema parece com a avestruz, mas é menor e de família diferente.
Na segunda quinzena de junho, quando a Ema (Guirá Nhandu, em guarani) surge totalmente ao anoitecer, no lado leste, indica o início do inverno para os indigenas do sul do Brasil e o início da estação seca para os indigenas do norte do Brasil.
A constelação da Ema fica na região do céu limitada pelas constelações ocidentais Crux e Scorpius. Ela é formada utilizando, também, estrelas das constelações Musca, Centaurus, Triangulum Australe, Ara, Telescopium, Lupus e Circinus.
A cabeça da Ema é formada pelas estrelas que envolvem o Saco de Carvão, uma nebulosa escura que fica perto da estrela α Crucis (Acrux). O bico da Ema é formado pelas estrelas α Muscae e β Muscae. A Ema tenta devorar dois ovos de pássaro (Guirá-Rupiá, em guarani) que ficam perto de seu bico. Os ovos são as estrelas δ Muscae e γ Muscae.
As estrelas α Centauri (Rigel Kentaurus) e β Centauri estão dentro do pescoço da Ema. Elas representam dois ovos que a Ema acabou de engolir.
A parte de baixo do corpo da Ema começa a ser formada pela estrela β Trianguli Australis, passando pelas estrelas η Arae, ζ Arae e ε1 Arae e pelas estrelas ζ Scorpii, µ1 Scorpii, ε Scorpii, τ Scorpii, α Scorpii (Antares) e σ Scorpii, terminando em δ Scorpii.
Uma das pernas da Ema é formada pelas estrelas da cauda de Scorpius, começando na estrela δ Scorpii e termina nos dedos do pé representados pelas estrelas υ Scorpii (Lesath), λ Scorpii (Shaula) e SAO 209318. A outra perna começa na estrela ε1 Arae, passa pela estrela α Arae e termina nos dedos do pé formado pelas estrelas α Telescopii, ε Telescopii e ζ Telescopii.
A cauda da Ema é formada pelas estrelas δ Scorpii, β1 Scorpii (Graffias), ω1 Scorpii, ω2 Scorpii e ν Scorpii, todas da garra de Scorpius.
A parte de cima do corpo da Ema, é formada pelas estrelas δ Scorpii, π Scorpii e ρ Scorpii também da garra de Scorpius, seguida pelas estrelas χ Lupi, γ Lupi, ε Lupi, κ Lupi e ζ Lupi, terminando na estrela β Circini, onde começa o seu pescoço.
Dentro do corpo da Ema, as manchas claras e escuras da Via Láctea ajudam a visualizar a plumagem da Ema.
A constelação Scorpius, excluindo suas garras e as estrelas que estão acima de Antares, representa uma Cobra (Mboi, em Guarani) para os íindigenas brasileiros, sendo Antares a sua cabeça. De fato, é muito mais fácil imaginar uma cobra que um escorpião nessa região do céu.
Ao Sul do Trópico de Capricórnio, a constelação ocidental Scorpius é conhecida como de inverno e perto da Linha do Equador como de seca, tendo em vista que ela pode ser observada, ao anoitecer, nessas estações.
Essa constelação, sem as garras, representa um cobra para os indigenas brasileiros.
A Constelação do Homem Velho
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| A Constelação do Homem Velho - TUYAVAÉ |
Em relação à constelação do Homem Velho, d’Abbeville relatou: “Tuivaé, Homem Velho, é como chamam outra constelação formada de muitas estrelas, semelhante a um homem velho pegando um bastão”.
Na segunda quinzena de dezembro, quando o Homem Velho (Tuya, em guarani) surge totalmente ao anoitecer, no lado Leste, indica o início do verão para os indigenas do sul do Brasil e o início da estação chuvosa para os indigenas do norte do Brasil.
A constelação do Homem Velho é formada pelas constelações ocidentais Taurus e Orion.
Conta o mito que essa constelação representa um homem cuja esposa estava interessada no seu irmão. Para ficar com o cunhado, a esposa matou o marido, cortando-lhe a perna. Os deuses ficaram com pena do marido e o transformaram em uma constelação.
A constelação do Homem Velho contém três outras constelações indígenas, cujos nomes em guarani são: Eixu (as Pleiades), Tapi’i rainhykã (as Hyades, incluindo Aldebaran) e Joykexo (O Cinturão de Orion).
Eixu significa ninho de abelhas. Essa constelação marca o início de ano, quando surge pela primeira vez no lado oeste, antes do nascer do Sol (nascer helíaco das Plêiades), na primeira quinzena de junho. Segundo d’Abbeville, os Tupinambá conheciam muito bem o aglomerado estelar das Plêiades e o denominavam Eixu (Vespeiro). Quando elas apareciam afirmavam que as chuvas iam chegar, como chegavam, efetivamente, poucos dias depois. Como a constelação Eixu aparecia alguns dias antes das chuvas e desaparecia no fim para tornar a reaparecer em igual época, eles reconheciam perfeitamente o intervalo de tempo decorrido de um ano a outro.
Tapi’i rainhykã significa a queixada da anta e anunciava que as chuvas estavam chegando, para os Tupinambá. Joykexo representa uma linda mulher, símbolo da fertilidade, servindo como orientação geográfica, pois essa constelação nasce no ponto cardeal leste e se põe no ponto cardeal oeste Joykexo também representa o caminho dos mortos.
A cabeça do Homem Velho é formada pelas estrelas do aglomerado estelar Hyades em cuja direção se encontra α Tauri (Aldebaran), a estrela mais brilhante da constelação Taurus.
Acima da cabeça do Homem Velho fica o aglomerado estelar das Plêiades que representa um penacho que ele tem amarrado à sua cabeça.
O pescoço do Homem Velho começa em Aldebaran e termina na estrela ο2 Orionis, de onde partem seus braços.
Um de seus braços termina em ζ Tauri. O outro braço termina em π6 Orionis, passando por todo o escudo de Orion.
A linha reta que vai de π5 Orionis até β Orionis (Rigel), representa um bastão que o Homem Velho utiliza para se equilibrar.
A estrela γ Orionis (Bellatrix) fica na virilha do Homem Velho, sendo que a estrela vermelha α Orionis (Beltegeuse) representa o lugar em que sua perna foi cortada. O Cinturão de Órion (Três Marias) formado pelas estrelas δ Orionis (Mintaka), ε Orionis (Alnilam) e ζ Orionis (Alnitak) representa o joelho da perna sadia. A estrela κ Orionis (Saiph) representa o pé da perna sadia.
Ao Sul do Trópico de Capricórnio, a constelação ocidental Orion é conhecida como constelação de verão e perto da Linha do Equador como de chuva, tendo em vista que ela pode ser observada, ao anoitecer, nessas estações.
Constelação da Anta do Norte
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| Constelação da Anta do Norte - TAPI'I |
A constelação da Anta do Norte é conhecida principalmente pelas etnias brasileiras que habitam na região norte do Brasil, tendo em vista que para as etnias da região sul ela fica muito próxima da linha do horizonte. Ela fica totalmente na Via Láctea, que participa muito nas definições de seu contorno, fornecendo uma imagem impressionante dessa constelação.
Existem outras constelações representando uma Anta (Tapi’i, em guarani) na Via Láctea, por isso chamamos essa constelação de Anta do Norte.
Segundo Afonso (2006), os indígenas brasileiros, dão maior importância, àquelas constelações quehabitam a Via Láctea, ou Tapi’i’rapé, a Via Láctea é chamada de Caminho da Anta devido, principalmente, à constelação da Anta do Norte.
Na segunda quinzena de setembro, a Anta do Norte surge ao anoitecer, no lado Leste, indica uma estação de transição entre o frio e calor para os indigenas do sul do Brasil e entre a seca e a chuva para os indigenas do norte do Brasil.
A constelação da Anta do Norte fica na região do céu limitada pelas constelações ocidentais Cygnus (Cisne) e Cassiopeia (Cassiopéia). Ela é
formada utilizando, também, estrelas da constelação Lacerta (Lagarta), Cepheus (Cefeu) e Andromeda (Andrômeda).
A estrela α Cygni (Deneb) representa o focinho da Anta do Norte, sendo que 55 Cygni, ξ Cygni e 59 Cygni representam sua boca. O restante da cabeça é formado pelas estrelas 74 Cygni, σ Cygni, ν Cygni, 56 Cygni, 63 Cygni e π2 Cygni.
As estrelas τ Cygni e 72 Cygni representam as orelhas da Anta do Norte.
A parte de cima do pescoço começa em SAO 51904 (2 Lacertae) e a parte de baixo em ζ Cephei.
A parte de baixo do corpo da Anta do Norte começa a ser formada pela estrela ζ Cephei, passando pelas estrelas β Cassiopeiae (Caph) e α Cassiopeiae (Schedar), terminando em ζ Cassiopeiae.
As duas pernas da frente começam em ζ Cephei, sendo que uma delas termina em α Cephei (Alderamin) e a outra termina ι Cephei. As duas pernas de trás começam em β Cassiopeiae (Caph), sendo que uma delas termina em κ Cassiopeiae e a outra em δ Cassiopeiae (Ruchbah).
A cauda da Anta do Norte é representada pelas estrelas ζ Cassiopeiae e µ Cassiopeiae.
A parte de cima do corpo da Anta do Norte é formada pelas estrelas ζ Cassiopeiae, ψ Andromedae e λ Andromedae, terminando na estrela SAO 51904, onde começa o seu pescoço.
A Constelação do Veado
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| A Constelação do Veado - SYGÛASU |
A constelação do Veado é conhecida principalmente pelas etnias de indigenas brasileiros que habitam na região sul do Brasil, tendo em vista que para as etnias da região norte ela fica muito próxima da linha do horizonte.
Na segunda quinzena de março, o Veado surge ao anoitecer, no lado Leste, indica uma estação de transição entre o calor e o frio para os indigenas do sul do Brasil e entre a chuva e a seca para os indigenas do norte do Brasil.
A constelação do Veado fica na região do céu limitada pelas constelações ocidentais Vela (Vela) e Crux (Cruzeiro do Sul). Ela é formada utilizando, também, estrelas da constelação Carina (Carina) e Centaurus (Centauro).
A estrela γ Velorum (Suhail Al Muhlif) representa o focinho do Veado, sendo que sua cabeça é formada pelas estrelas SAO220138, SAO 220803, λ Velorum (Alsuhail), SAO 220371 e SAO 220204.
Partindo da estrela λ Velorum até as estrelas ψ Velorum e SAO 200163, temos os dois chifres do Veado.
A parte de cima do pescoço começa em κ Velorum e vai até SAO 220803, a parte de baixo começa em δ Velorum e vai até SAO 220138.
A parte de baixo do corpo do Veado começa a ser formada pela estrela δ Velorum, passando pelas estrelas ι Carinae (Aspidiske), SAO 250683, θ Carinae, η Crucis, ζ Crucis, α Crucis e ε Crucis, terminando em δ Crucis.
A cauda do Veado é representada pelas estrelas δ Crucis, β Crucis e γ Crucis. A parte traseira do Veado é formada por todas as estrelas da constelação Crux.
As duas pernas da frente começam em SAO 250683 e θ Carinae sendo que uma delas passa por υ Carinae, terminando em β Carinae (Miaplacidus) e a outra termina em ω Carinae. As duas pernas de trás começam em η Crucis e ζ Crucis sendo que uma delas passa por λ Muscae e ε Muscae, terminando em γ Muscae e a outra passa por α Muscae e β Muscae, terminando em δ Muscae.
A parte de cima do corpo do Veado é formada pelas estrelas γ Crucis, π Centauri e φ Velorum, terminando na estrela κ Velorum, onde começa o seu pescoço.
Referências Bibliográficas




































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