Um exercício de imaginação Tupinista publicado pela revista fictícia Architectural Design mostra como seria uma arquitetura capaz de unir a delicadeza japonesa à profundidade espiritual dos povos indígenas do Brasil. Durante muito tempo, o Brasil foi ensinado a olhar para a arquitetura indígena como algo pertencente ao passado. Ao mesmo tempo, aprendeu a admirar o minimalismo japonês como uma expressão sofisticada de futuro. Mas e se as duas tradições fossem, na verdade, parentes distantes? Foi dessa pergunta que nasceu o editorial "Nipo-Tupi Brasileiro", publicado pela revista conceitual Architectural Design. Mais do que uma coleção de ambientes, o ensaio imagina um novo caminho para o design brasileiro: uma estética onde o vazio zen encontra a floresta, onde o tatami encontra a esteira trançada, e onde a canoa ancestral ocupa o lugar que hoje reservamos ao sofá. O encontro de duas civilizações da madeira Japoneses e povos indígenas brasileiros compartilham algo raro no mund...
Cacique Juruna e o gravador, símbolo da etica Tupi (Xavante no caso) Dizem que o brasileiro médio é antiético por natureza — jeitinho, fila furada, promessa de político em ano eleitoral. A piada pronta é culpar "a nossa formação". Só que a formação tem dois DNAs muito diferentes, e a gente anda citando o avô errado. Se herdamos a malandragem, não foi dos que estavam aqui primeiro. O código de guerra que parecia samurai No Brasil de 1500 não havia cartório, mas havia protocolo. Entre os Tupi, a guerra não era chacina aleatória: era um sistema de honra com prisioneiro, canto de morte e antropofagia ritual. Gonçalves Dias não inventou isso em I-Juca-Pirama (1851). Ele romanceou o que cronistas como Hans Staden e depois antropólogos como Florestan Fernandes descreveram: o guerreiro capturado devia morrer bem, porque ao ser comido ele transferia sua coragem ao inimigo. Fugir não era esperteza, era contaminação. No poema, o último tupi pede para cuidar do pai cego e é solto. O moti...