O Projeto Tembi-u foi criado por Luiz Pagano em 2015, quando ainda trabalhava na Pernod Ricard, utilizando verba da marca Absolut Vodka. A proposta tinha um objetivo claro: levar para a coquetelaria elementos que já eram amplamente utilizados na gastronomia amazônica, mas que ainda não tinham sido incorporados de forma sistemática nos bares e restaurantes dos grandes centros urbanos. A ideia consistia em instigar a mistura dos Absolut Sabores — Vanilia, Citron, Kurant, Mango e outros — com ingredientes amazônicos, criando uma fusão entre a sofisticação da mixologia internacional e a ancestralidade brasileira. veja o video do evento Para garantir autenticidade e profundidade cultural, Pagano contou com a curadoria dos irmãos Thiago e Felipe Castanho, chefs paraenses reconhecidos por seu trabalho de valorização da culinária amazônica. A equipe viajou até Belém, onde realizou uma imersão guiada pelos Castanho, visitando locais emblemáticos como a Ilha do Combu, famosa pelos chocolates e c...
Um exercício de imaginação Tupinista publicado pela revista fictícia Architectural Design mostra como seria uma arquitetura capaz de unir a delicadeza japonesa à profundidade espiritual dos povos indígenas do Brasil. Durante muito tempo, o Brasil foi ensinado a olhar para a arquitetura indígena como algo pertencente ao passado. Ao mesmo tempo, aprendeu a admirar o minimalismo japonês como uma expressão sofisticada de futuro. Mas e se as duas tradições fossem, na verdade, parentes distantes? Foi dessa pergunta que nasceu o editorial "Nipo-Tupi Brasileiro", publicado pela revista conceitual Architectural Design. Mais do que uma coleção de ambientes, o ensaio imagina um novo caminho para o design brasileiro: uma estética onde o vazio zen encontra a floresta, onde o tatami encontra a esteira trançada, e onde a canoa ancestral ocupa o lugar que hoje reservamos ao sofá. Na sala do koji, as pérolas de mandioca são pulverizadas com o koji que inicia o processo de quebra das moléculas...